Confira o relato emocionante de um filho dedicado, que doa a vida em prol da mãe com demência.
Renato Paulino, 39, sempre teve uma ligação forte com a mãe, Maria da Conceição, 72. Alguns meses após ter sido erroneamente diagnosticada com Alzheimer, ela foi colocada em um asilo. Renato ficou com a consciência pesada, pediu demissão e decidiu cuidar integralmente dela. “Enquanto minha mãe estiver doente, quero viver para ela e por ela”. Leia o depoimento dele:
“Minha mãe morava em Minas Gerais e uma vez por mês vinha nos visitar em São Paulo. Nessas visitas, notei alguns comportamentos diferentes nela. Ela, que era bem ativa, ficou confusa, achava que as pessoas na TV estavam falando com ela, não conseguia lembrar as datas da semana, ficava insegura de sair sozinha, comprava algumas coisas por impulso.
Nessa época, em 2016, ela tinha 69 anos e ainda estava lúcida. Suspeitei que fosse depressão. Eu a levei ao neurologista, ele fez um histórico clínico dela e pediu uma tomografia. Ele me chamou e disse: ‘Renato, a dona Maria da Conceição está no primeiro estágio de Alzheimer’.
Descobri o diagnóstico correto da minha mãe
Em 2018, comecei a desconfiar do diagnóstico de Alzheimer porque o médico trocava a medicação com muita frequência e nada fazia efeito. Busquei a opinião de um segundo neurologista. Ele pediu novos exames, investigou o histórico dela e a diagnosticou com demência frontotemporal e hidrocefalia.
Durante dois anos, minha mãe foi tratada de forma errada com Alzheimer. Com o tratamento correto, ela ficou estável. A doença não tem cura.
Por isso, sempre que posso eu saio com ela, nós vamos ao parque, ao shopping, na festa dos meus amigos durante o dia. Também tento ter uma vida social dentro do possível. Eu saio às sextas ou sábados depois que ela dorme e volto de madrugada, antes de ela acordar. Meu irmão fica de olho nela.
Perdi completamente a liberdade financeira depois que me tornei cuidador da minha mãe. No início, até fiz uns bicos na antiga empresa que trabalhava para ter uma renda. Hoje, nosso sustento vem da aposentaria do meu irmão e da minha mãe. O Paulo falou para eu parar de trabalhar que ele me daria metade do dinheiro dele.
Tenho a curatela definitiva da minha mãe e arco com os gastos de remédios, médicos, roupa e comida com o dinheiro dela. Se sobra alguma coisa, uso para os meus gastos pessoais, mas mensalmente presto contas a assistente social.
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