Pesquisa sugere que mulheres idosas que dormem menos do que cinco – ou mais de nove – horas por noite têm mais problemas cognitivos.
Dormir menos de cinco ou mais de nove horas por noite pode prejudicar a memória de idosas, concluiu um estudo feito nos Estados Unidos e publicado nesta quinta-feira. Após analisar cerca de 15 000 mulheres com mais de setenta anos ao longo de seis anos, pesquisadores observaram que aquelas que dormiam demais ou muito pouco apresentavam mais problemas cognitivos, incluindo de memória, do que as que mantinham um sono de sete horas. Segundo o estudo, o prejuízo causado pela falta ou excesso de sono é equivalente a ter quase dois anos a mais de idade.
A pesquisa, feita no Hospital Brigham and Women, que pertence à Universidade Harvard, é mais uma a reforçar as evidências de que a qualidade do sono impacta a saúde física e mental das pessoas. Estudos anteriores já associaram sono ruim ao risco de obesidade, diabetes, câncer e derrame cerebral, por exemplo.
“Dada a importância de preservar a memória ao longo da vida, é essencial identificar hábitos relacionados ao sono que podem ajudar a alcançar esse objetivo”, diz Elizabeth Devore, epidemiologista do Hospital Brigham and Women e coordenadora do estudo. “Nossos resultados sugerem que manter uma quantidade de sono ‘média’, ou seja, cerca de sete horas por noite, ajuda a manter a memória ao longo da vida sem a necessidade de intervenções clínicas.” O trabalho foi publicado no periódico Journal of the American Geriatrics Society.
1. Diminui a capacidade de o corpo queimar calorias
De acordo com uma pesquisa apresentada no encontro anual da Sociedade para Estudo de Comportamento Digestivo (SSIB, sigla em inglês), em julho de 2012, na Suíça, a restrição do sono faz com que um indivíduo consuma mais calorias e, além disso, reduz a capacidade do corpo de queimá-las. Isso ocorre porque dormir pouco aumenta os níveis de grelina, o ‘hormônio da fome’, conhecido assim por induzir a vontade de comer, na corrente sanguínea. Além disso, o hábito promove um maior cansaço, reduzindo a prática de atividades físicas e aumentando o tempo de sedentarismo.
2. Eleva o risco de câncer de mama agressivo
Um estudo publicado em agosto de 2012 no periódico Breast Cancer Research and Treatment sugeriu que dormir menos do que seis horas por dia eleva o risco de mulheres na pós-menopausa terem um tipo agressivo de câncer de mama e uma maior probabilidade de recorrência da doença.
3. Aumenta as chances de um derrame cerebral
Dormir menos do que seis horas por dia aumenta o risco de um acidente vacular cerebral (AVC) mesmo em pessoas com peso normal e sem histórico de doenças cardiovasculares, segundo um estudo apresentado em junho de 2012 no encontro anual das Sociedades de Sono Associadas (APSS, na sigla em inglês), na cidade americana de Boston.
4. Aumenta o apetite por comidas gordurosas
Dormir pouco ativa de maneira diferente os centros de recompensa do cérebro com a exposição a alimentos gordurosos em comparação com dormir adequadamente. Isso faz com que esses alimentos pareçam mais salientes e que a pessoa se sinta mais recompensada ao comer esse tipo de alimento. Essas descobertas foram apresentadas em junho deste ano no encontro anual das Sociedades de Sono Associadas (APSS, na sigla em inglês), na cidade americana de Boston. Além disso, uma pesquisa publicada em janeiro deste ano indicou que noites de sono mal dormidas ativam com mais intensidade uma área do cérebro responsável pela sensação de apetite.
5. Pode desencadear sintomas do TDAH
Segundo um estudo apresentado em junho de 2011 durante encontro das sociedades médicas para o sono, nos Estados Unidos, menos horas de sono podem desencadear problemas com hiperatividade e desatenção durante o começo da infância. Esses são sintomas comuns do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).
6. Eleva o risco de impotência sexual
A 25ª Reunião Anual da FeSBE (Federação de Sociedades de Biologia Experimental), em agosto de 2010, trouxe uma pesquisa que relacionou a falta de sono e o problema sexual. De acordo com o trabalho, feito na Unifesp, além do maior risco de impotência, homens que dormem pouco têm maiores chances de desenvolver problemas cardiovasculares e de engordar.
7. Pode levar à obesidade
Um estudo apresentado em outrubro de 2011 no Encontro Anual do American College of Chest Physicians, mostrou que jovens que dormem menos de sete horas por dia têm índice de massa corporal (IMC) maior, e que isso pode estar relacionado diretamente com os hormônios grelina e leptina, que regulam as sensações de fome e saciedade.
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