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	<title>Saúde do Cérebro &#8211; Cérebro e Saúde</title>
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	<description>Equilibre Corpo e Mente e melhore sua Saúde</description>
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		<title>Ele parou a vida para cuidar da mãe com demência: &#8220;Quero viver para ela&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cérebro &#38; Saúde]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Apr 2020 14:43:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde do Cérebro]]></category>
		<category><![CDATA[Alzheimer]]></category>
		<category><![CDATA[demência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Confira o relato emocionante de um filho dedicado, que doa a vida em prol da mãe com demência. &#160; Renato Paulino, 39, sempre teve uma ligação forte com a mãe, Maria da Conceição, 72. Alguns meses após ter sido erroneamente diagnosticada com Alzheimer, ela foi colocada em um asilo. Renato ficou com a consciência pesada,&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Confira o relato emocionante de um filho dedicado, que doa a vida em prol da mãe com demência.</em><span id="more-2085"></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Renato Paulino, 39, sempre teve uma ligação forte com a mãe, Maria da Conceição, 72. Alguns meses após ter sido erroneamente diagnosticada com <strong>Alzheimer</strong>, ela foi colocada em um asilo. Renato ficou com a consciência pesada, pediu demissão e decidiu cuidar integralmente dela. &#8220;Enquanto minha mãe estiver doente, quero viver para ela e por ela&#8221;. Leia o depoimento dele: </em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;Minha mãe morava em Minas Gerais e uma vez por mês vinha nos visitar em São Paulo. Nessas visitas, notei alguns comportamentos diferentes nela. Ela, que era bem ativa, ficou confusa, achava que as pessoas na TV estavam falando com ela, não conseguia lembrar as datas da semana, ficava insegura de sair sozinha, comprava algumas coisas por impulso.</p>
<p>Nessa época, em 2016, ela tinha 69 anos e ainda estava lúcida. Suspeitei que fosse depressão. Eu a levei ao neurologista, ele fez um histórico clínico dela e pediu uma tomografia. Ele me chamou e disse: &#8216;Renato, a dona Maria da Conceição está no primeiro estágio de Alzheimer&#8217;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>Descobri o diagnóstico correto da minha mãe</strong></h2>
<p>Em 2018, comecei a desconfiar do diagnóstico de Alzheimer porque o médico trocava a medicação com muita frequência e nada fazia efeito. Busquei a opinião de um segundo neurologista. Ele pediu novos exames, investigou o histórico dela e a diagnosticou com demência frontotemporal e hidrocefalia.</p>
<p>Durante dois anos, minha mãe foi tratada de forma errada com Alzheimer. Com o tratamento correto, ela ficou estável. A doença não tem cura.</p>
<p>Por isso, sempre que posso eu saio com ela, nós vamos ao parque, ao shopping, na festa dos meus amigos durante o dia. Também tento ter uma vida social dentro do possível. Eu saio às sextas ou sábados depois que ela dorme e volto de madrugada, antes de ela acordar. Meu irmão fica de olho nela.</p>
<p>Perdi completamente a liberdade financeira depois que me tornei cuidador da minha mãe. No início, até fiz uns bicos na antiga empresa que trabalhava para ter uma renda. Hoje, nosso sustento vem da aposentaria do meu irmão e da minha mãe. O Paulo falou para eu parar de trabalhar que ele me daria metade do dinheiro dele.</p>
<p>Tenho a curatela definitiva da minha mãe e arco com os gastos de remédios, médicos, roupa e comida com o dinheiro dela. Se sobra alguma coisa, uso para os meus gastos pessoais, mas mensalmente presto contas a assistente social.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/04/05/ele-parou-a-vida-para-cuidar-da-mae-com-demencia-quero-viver-para-ela.htm"><strong>Leia a matéria completa no UOL</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
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<p>&nbsp;</p><p>The post <a href="https://www.cerebroesaude.com.br/ele-parou-a-vida-para-cuidar-da-mae-com-demencia-quero-viver-para-ela/" target="_blank">Ele parou a vida para cuidar da mãe com demência: "Quero viver para ela"</a> first appeared on <a href="https://www.cerebroesaude.com.br/" target="_blank">Cérebro e Saúde</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Idosos: beber chá diariamente melhora a saúde do cérebro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cérebro &#38; Saúde]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Nov 2019 21:47:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde do Cérebro]]></category>
		<category><![CDATA[chá]]></category>
		<category><![CDATA[demência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Segundo a pesquisa, pessoas acima de 60 que bebem chá têm cérebro mais organizado e correm menos risco de contrair doenças como o Alzheimer. &#160; “Se eu não tomar uma xícara de café durante a manhã, eu não funciono”. Essa é uma das frases mais comuns nos corredores (e na copa) dos escritórios. Mas um&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Segundo a pesquisa, pessoas acima de 60 que bebem chá têm cérebro mais organizado e correm menos risco de contrair doenças como o Alzheimer.</em><span id="more-2064"></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Se eu não tomar uma xícara de café durante a manhã, eu não funciono”. Essa é uma das frases mais comuns nos corredores (e na copa) dos escritórios. Mas um estudo realizado por pesquisadores diz que outra bebida pode ajudar o cérebro a funcionar melhor: o chá.</p>
<p>A pesquisa, divulgada na revista científica <a href="https://www.aging-us.com/article/102023/text" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Aging</a>, avaliou — por meio de ressonância magnética — o cérebro de pessoas acima de 60 anos que bebem chá verde, chá chinês Oolong e chá preto; e o cérebro dos não bebedores. <strong>Eles chegaram à conclusão de que o cérebro das pessoas que bebem chá é mais organizado e eficiente do que o das pessoas que não bebem</strong>. O estudo foi feito com 36 adultos a partir de 60 anos, entre 2015 e 2018.</p>
<p>&#8220;Nosso estudo mostrou a primeira evidência convincente de que o consumo de chá contribui de forma positiva para a estrutura cerebral&#8221;, diz a equipe formada por pesquisadores da China, Cingapura e Reino Unido. A pesquisa também indica que beber uma xícara de chá todas as manhãs reorganiza os neurônios.</p>
<p>O consumo do chá teria benefícios cognitivos, aumentando a criatividade, melhorando o humor e mantendo a memória preservada — e, dessa maneira, reduzindo chance de desenvolver Alzheimer. Também ajudaria a previnir doenças cardíacas e diminuir a incidência de câncer.</p>
<p>&nbsp;</p>
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<p>&nbsp;</p><p>The post <a href="https://www.cerebroesaude.com.br/idosos-beber-cha-diariamente-melhora-a-saude-do-cerebro/" target="_blank">Idosos: beber chá diariamente melhora a saúde do cérebro</a> first appeared on <a href="https://www.cerebroesaude.com.br/" target="_blank">Cérebro e Saúde</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Weightless: esta música é mais relaxante que medicamentos!</title>
		<link>https://www.cerebroesaude.com.br/weightless-esta-musica-e-mais-relaxante-que-medicamentos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Cérebro &#38; Saúde]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Aug 2018 14:07:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde do Cérebro]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[relaxamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estudo demonstra poder da música como relaxante para o cérebro, tendo efeitos mais poderosos do que medicamentos. &#160; &#160; Muitos estudos testaram o poder da música em nosso cérebro: é capaz de nos relaxar, nos encorajar, de nos concentrar. Uma música que tenha um ritmo semelhante aos batimentos cardíacos pode ser mais eficaz do que&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Estudo demonstra poder da música como relaxante para o cérebro, tendo efeitos mais poderosos do que medicamentos.</em><span id="more-1479"></span></p>
<p>&nbsp;</p>
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</style><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2017/10/20/ciencia/1508497018_643744.html" class="default-btn-shortcode dt-btn dt-btn-s fadeIn animate-element animation-builder link-hover-off " id="default-btn-f17c4f4cdd521fe4ecc8bcd47f1f204f"><i class="fa fa-chevron-circle-right"></i><span>Matéria originalmente publicada em EL PAIS</span></a>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muitos estudos testaram o poder da música em nosso cérebro: é capaz de nos relaxar, nos encorajar, de nos concentrar. Uma música que tenha um ritmo semelhante aos batimentos cardíacos pode ser mais eficaz do que o midazolam, um dos ansiolíticos mais usados em cirurgias, razão pela qual, desde o início do século passado, centros cirúrgicos de meio mundo tocam jazz, rock ou música clássica, segundo um artigo da British Medical Journal.</p>
<p><strong>A música pode controlar a pressão arterial e a saúde do coração, de acordo com um estudo da Sociedade Europeia de Cardiologia</strong>. Existem músicas que podem ser tão relaxantes que, assim como os tranquilizantes, deveriam ser proibidas ao volante. Este é o caso de Weightless, do grupo Marconi Union. Um estudo do Radox Spa com a empresa de neuromarketing Mindlab International, liderado pelo médico David Lewis-Hodgson, concluiu que essa canção é até 11% mais tranquilizante do que qualquer outra da seleção, que incluíam músicas do Coldplay ou Adele. Nos oito minutos de duração de Weightless, os níveis de estresse e ansiedade dos participantes na experiência caíram para 65%, isso considerando que deveriam ouvir a música enquanto tentavam resolver quebra-cabeças de dificuldade elevada.</p>
<blockquote><p>A música pode controlar a pressão arterial e a saúde do coração, de acordo com um estudo da Sociedade Europeia de Cardiologia.</p></blockquote>
<p>Não é coincidência: para compor essa música, o trio britânico teve a ajuda de neurologistas e terapeutas, e a partitura foi projetada especificamente para que “a melodia, os ritmos e os baixos ajudassem a diminuir a frequência cardíaca, reduzir a pressão arterial e os níveis de cortisol, o hormônio do estresse”, segundo explicaram os responsáveis pelo estudo. Para isso, ritmaram a canção a 60 beats por minuto (BPM), o que reduz a frequência cardíaca ao nível das ondas alfa do cérebro. Se você apertar o play abaixo e escutar a música por pelo menos cinco minutos — o tempo que o corpo precisa para acompanhar o ritmo da música —, não seremos responsáveis se acabar dormindo sobre a sua mesa de trabalho:</p>
<p><iframe loading="lazy" width="1200" height="675" src="https://www.youtube.com/embed/UfcAVejslrU?feature=oembed" frameborder="0" allow="autoplay; encrypted-media" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Uma vez que tenha se recuperado do entorpecimento, já está pensando em como usar essa arma invencível, por exemplo, com aquele bebê que não para de chorar. Pode funcionar, mas, quando chega a hora de dormir, temos algo melhor. Os psicólogos Caspar Addyman e Lauren Stewart, da Universidade de Londres (Reino Unido), criaram, juntamente com a cantora Imogen Heap (vencedora do Prêmio Grammy em 2010 pelo álbum Ellipse), a primeira música composta cientificamente para “trazer a felicidade e o riso em bebês de 6 a 24 meses”, dizem os autores. É intitulada <em>The Happy Song</em> e foi testada com 56 crianças, monitorando suas reações. Asseguram que funcionou.</p><p>The post <a href="https://www.cerebroesaude.com.br/weightless-esta-musica-e-mais-relaxante-que-medicamentos/" target="_blank">Weightless: esta música é mais relaxante que medicamentos!</a> first appeared on <a href="https://www.cerebroesaude.com.br/" target="_blank">Cérebro e Saúde</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Se o cérebro precisa de açúcar para funcionar, por que devemos parar de consumi-lo?</title>
		<link>https://www.cerebroesaude.com.br/se-o-cerebro-precisa-de-acucar-para-funcionar-por-que-devemos-parar-de-consumi-lo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Cérebro &#38; Saúde]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Aug 2018 13:20:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde do Cérebro]]></category>
		<category><![CDATA[açúcar]]></category>
		<category><![CDATA[glicose]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entenda como o cérebro utiliza o açúcar que adquirimos nos alimentos e porque ele é um nutriente essencial ao corpo. &#160; &#160; Como disse o escritor e químico italiano Primo Levi em seu livro O Sistema Periódico, de 1975, “o destino do vinho é ser bebido, e o da glicose é ser oxidada”. Assim, não&#8230;</p>
<p>The post <a href="https://www.cerebroesaude.com.br/se-o-cerebro-precisa-de-acucar-para-funcionar-por-que-devemos-parar-de-consumi-lo/" target="_blank">Se o cérebro precisa de açúcar para funcionar, por que devemos parar de consumi-lo?</a> first appeared on <a href="https://www.cerebroesaude.com.br/" target="_blank">Cérebro e Saúde</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Entenda como o cérebro utiliza o açúcar que adquirimos nos alimentos e porque ele é um nutriente essencial ao corpo.</em><span id="more-1455"></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<style type="text/css" data-type="the7_shortcodes-inline-css">#default-btn-2fb78e2c226c047331f798382c679943.ico-right-side > i {
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<p>&nbsp;</p>
<p>Como disse o escritor e químico italiano Primo Levi em seu livro O Sistema Periódico, de 1975, “<em>o destino do vinho é ser bebido, e o da glicose é ser oxidada</em>”. Assim, não é à toa que esse composto orgânico é <strong>o principal combustível que fornece energia às células do organismo</strong>. Também aos neurônios do nosso cérebro, que, assim como o de todos os mamíferos, precisa de uma dose constante de glicose para funcionar.</p>
<p>No entanto, a OMS recomenda reduzir o consumo de açúcar livre (o que se acrescenta, não o que se encontra de forma natural em alguns alimentos como a frutose, nas frutas, ou a lactose no leite) a menos de 10% da ingestão calórica total do dia, e inclusive estimula que esse consumo seja inferior a 5%, pois isso “produziria benefícios adicionais para a saúde”. Neste ano, também a indústria alimentícia entrou num processo de reformulação de seus produtos para reduzir esses açúcares, além do sal e das gorduras saturadas. Mas por que, se a glicose é fundamental para o funcionamento do cérebro, não é bom que comamos açúcar?</p>
<blockquote><p>Mas por que, se a glicose é fundamental para o funcionamento do cérebro, não é bom que comamos açúcar?</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Como o cérebro ‘come’ açúcar</h2>
<p>A glicose – o termo vem do grego e significa algo como “açúcar de mosto” – é um composto orgânico muito comum na natureza, uma forma de açúcar formado por grandes moléculas que, através da chamada oxidação catabólica, se transforma em moléculas menores e mais simples, um processo que libera uma importante quantidade de energia utilizada para realizar o conjunto de reações químicas e fisicoquímicas que ocorrem em todas as células vivas do organismo, o que se conhece como metabolismo.</p>
<p>O cérebro especificamente consome 5,6 miligramas de glicose por cada 100 gramas de tecido cerebral por minuto, segundo Ramón de Cangas, da Academia Espanhola de Nutrição e Dietética. No cérebro de um indivíduo adulto, acrescenta ele, a maior demanda por energia procede dos neurônios, que têm gostos exigentes: para elas a glicose é primordial, porque, diferentemente das células comuns, que também obtêm energia de outras fontes, os neurônios dependem quase que exclusivamente dessa substância. Por isso, embora o cérebro represente menos de 2% do peso corporal, gasta até 20% da energia total que o organismo fabrica a partir da glicose; é o seu principal consumidor.</p>
<blockquote><p>Embora o cérebro represente menos de 2% do peso corporal, gasta até 20% da energia total que o organismo fabrica.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h2>De onde tiramos a glicose</h2>
<p>A glicose, portanto, é um componente essencial para a vida, e especificamente para o correto desenvolvimento das funções cerebrais. Entretanto, embora seja um açúcar simples, ou monossacarídeo, não é preciso comer açúcar nem alimentos doces para que o organismo conte com a quantidade necessária, um argumento ao qual frequentemente a indústria alimentícia recorre para justificar a inclusão de açúcares nos seus produtos.</p>
<p>“De fato, se uma pessoa adotasse uma dieta livre de açúcar isso não representaria nenhum problema: o organismo tem vários mecanismos para obter glicose”, aponta De Cangas. “Além de obtê-la através da alimentação, nosso corpo pode sintetizá-la a partir do glicogênio, um polissacarídeo armazenado no fígado e, em menor quantidade, nos músculos. Também se gera glicose a partir de subprodutos das gorduras chamados corpos cetônicos, os quais, em situações de hipoglicemia (baixo conteúdo de açúcar no sangue), podem suprir essa carência.” Outras fontes de energia são os ácidos graxos. “A gordura se armazena em forma de triacilglicerídeos (uma molécula de glicerol e três de ácidos graxos). Nos humanos, os ácidos graxos não podem originar glicose, mas o glicerol pode, embora em quantidades mínimas.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>A quantidade certa: nem muito nem muito pouco</h2>
<p>Definitivamente, todos os alimentos que ingerimos acabam, em maior ou menor medida, sendo transformados em glicose, ou seja, em energia para o organismo. O tipo de alimento de mais fácil transformação é o grupo dos carboidratos. Eles incluem os açúcares livres, acrescidos a uma infinidade de produtos, mas também muitos outros, como os cereais, tubérculos, leguminosas, laticínios, frutas e hortaliças. Se mantivermos uma dieta saudável e nosso organismo funcionar bem, não há por que se preocupar: o suprimento de glicose está assegurado, mesmo que nunca mais comamos cup cakes. A evolução já se ocupou de criar recursos para obter o principal suprimento de energia celular.</p>
<blockquote><p>Se mantivermos uma dieta saudável e nosso organismo funcionar bem, não há por que se preocupar: o suprimento de glicose está assegurado.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas, como é sabido, o organismo pode falhar por múltiplas razões, também no que diz respeito à obtenção de glicose. Quando o fornecimento não é adequado, ou seja, quando a quantidade de glicose no sangue é excessiva ou insuficiente, ocorrem, respectivamente, hiperglicemia e hipoglicemia.</p>
<p>O diabetes é uma das causas mais disseminadas dessa disfunção, e se deve à resistência à insulina entre os afetados por essa doença. A insulina é o hormônio que se encarrega de regular a quantidade de glicose no sangue. Se ela não funciona, pode ocorrer tanto a hiperglicemia (de forma mais frequente) como a hipoglicemia, e as consequências disso são sempre negativas. “Os níveis permanentemente elevados de glicose no sangue podem causar danos em vários órgãos do corpo, como a retina, o rim, as artérias e o sistema nervoso”, diz De Cangas. “Por outro lado, os níveis baixos de glicose (por exemplo, causados pelo diabetes tipo 1 descontrolado) podem conduzir inclusive a um coma diabético e à morte do paciente.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Quando o cérebro pede comida, está nos mandando um SOS</h2>
<p>Se a glicose escasseia surgem várias disfunções e doenças, conforme evidenciou um estudo realizado por pesquisadores da Alemanha e Estados Unidos. “O metabolismo da glicose proporciona o combustível para a função fisiológica do cérebro através da geração de ATP – adenosina trifosfato, a molécula-estrela no processo de obtenção de energia celular nas reações químicas –, a base para a manutenção celular neuronal e não neuronal, assim como para a geração de neurotransmissores”, explica o estudo.</p>
<p>“Se o metabolismo da glicose for alterado”, diz De Cangas, “podem ocorrer várias alterações neurológicas, bem como obesidade, diabetes tipo 2, demência e Alzheimer: um dos sinais mais precoces dessa doença, aliás, é a redução do metabolismo da glicose cerebral”.</p>
<p>Cabe destacar, acrescenta De Cangas, que “se os neurônios não podem obter a glicose que necessitam, pode-se desencadear inclusive um processo de morte celular por autofagia; ao não contar com o alimento necessário para funcionar, estas células cerebrais obtêm a energia de si mesmas até morrerem”.</p>
<p>Por isso, quando os níveis de glicose estão abaixo do necessário, os neurônios enviam uma série de sinais de alarme ao conjunto do organismo:</p>
<ul>
<li>problemas de visão,</li>
<li>irritabilidade,</li>
<li>ansiedade,</li>
<li>suores,</li>
<li>enjoo,</li>
<li>sonolência,</li>
<li>confusão,</li>
<li>fraqueza,</li>
<li>fome…</li>
</ul>
<p>Um acervo de mensagens que levam a pessoa a corrigir essa falta de glicose ingerindo alimentos. Se a glicose não aumentar, podem ocorrer convulsões, desmaios e inclusive um coma, que poderia terminar com uma morte neuronal. Por outro lado, os sintomas da hiperglicemia (uma concentração de açúcar no sangue superior a 180 miligramas por decilitro) são sede desmesurada, dor de cabeça, problemas de concentração, visão imprecisa, micção frequente e perda de peso.</p>
<p>“Em seu caminho ascendente, que leva ao equilíbrio e por fim à morte, a vida cria uma alça e se agarra a ela”, diz Primo Levi sobre o processo pelo qual a glicose se oxida e vira energia. Sem dúvida, essa biomolécula é um bom exemplo da maravilhosa capacidade do organismo de adotar as mais intrincadas maneiras de se aferrar à existência.</p><p>The post <a href="https://www.cerebroesaude.com.br/se-o-cerebro-precisa-de-acucar-para-funcionar-por-que-devemos-parar-de-consumi-lo/" target="_blank">Se o cérebro precisa de açúcar para funcionar, por que devemos parar de consumi-lo?</a> first appeared on <a href="https://www.cerebroesaude.com.br/" target="_blank">Cérebro e Saúde</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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