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	<title>Neuroplasticidade &#8211; Cérebro e Saúde</title>
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	<description>Equilibre Corpo e Mente e melhore sua Saúde</description>
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		<title>Como produzir novos neurônios? Confira no podcast!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cérebro &#38; Saúde]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Sep 2021 17:27:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Neuroplasticidade]]></category>
		<category><![CDATA[BRAINN]]></category>
		<category><![CDATA[dr. Li Li Min]]></category>
		<category><![CDATA[podcast]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por muito tempo achou-se que neurônios somente morriam, nunca eram criados. Hoje, sabe-se que a plasticidade cerebral é ativa durante toda a vida. Confira no podcast como produzir novos neurônios! &#160; O Canal Doutor Li, do médico e pesquisador dr. Li Li Min, membro do Instituto Brasileiro de Neurociências e Neurotecnologia, retornou com suas entrevistas,&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por muito tempo achou-se que neurônios somente morriam, nunca eram criados. Hoje, sabe-se que a plasticidade cerebral é ativa durante toda a vida. Confira no podcast como produzir novos neurônios!</em></p>
<p><span id="more-2109"></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Canal Doutor Li, do médico e pesquisador dr. <strong>Li Li Min</strong>, membro do <a href="https://www.brainn.org.br"><strong>Instituto Brasileiro de Neurociências e Neurotecnologia</strong></a>, retornou com suas entrevistas, às quartas-feiras, no horário das 20h30 às 21h30. As conversas giram em torno dos temas relevantes ao <strong class="hm da">Setembro Roxo</strong>, em que se comemora a <strong class="hm da">Semana Nacional e Latino-Americana de Conscientização sobre a Epilepsia</strong>. Igualmente, o <strong class="hm da">Setembro Amarelo da Prevenção ao Suicídio </strong>no Brasil.</p>
<p>O convidado para desenvolver o tema “Como produzir novos neurônios” foi o Prof. Dr. <strong class="hm da">Wallace Gomes Leal</strong> que é neurocientista e professor associado da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA).</p>
<blockquote><p><em class="ij">“Uma das descobertas ma<span id="rmm">i</span>s marcantes em neurociências, uma mudança de paradigma, foi a de que o cérebro adulto produz continuamente novos neurônios, mesmo em uma pessoa de 90 anos de idade. A isso chamamos de </em><strong class="hm da"><em class="ij">neurogênese adulta</em></strong><em class="ij">, que é uma capacidade incrível do cérebro produzir novos neurônios em uma região do hipocampo, sendo esse um importante sítio neurogênico”, </em>explica o Prof. Wallace.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Como produzir novos neurônios" width="1200" height="675" src="https://www.youtube.com/embed/TwMOqSCcmXE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ficou em dúvida sobre o que é o hipocampo? O professor descreve:</p>
<blockquote class="iy"><p>“O hipocampo é uma região cerebral que tem o formato de cavalo marinho (“hippocampus” em latim significa &#8220;cavalo curvado&#8221;) e é muito conhecido por ser importante para alguns tipos de memória, como a memória espacial ou de episódios”.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>Um breve histórico sobre a neuroplasticidade</strong></h2>
<p>Wallace Gomes retomou à década de 60, ao destacar o cientista Joseph Altman e seus colegas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, os quais desenvolveram uma linha de pesquisa e observaram microneurônios em cérebros de ratos adultos (mamíferos), o que seria evidência da neurogênese em roedores. Todavia, os pesquisadores foram desacreditados e seus resultados amplamente ignorados, em razão das descobertas de que a neurogênese seria limitada ao desenvolvimento pré-natal, e que, portanto, não ocorreria em um cérebro adulto. Havia um conhecimento clássico até a década de 70 sobre neurogênese, e a partir desse ponto de vista, falar que os neurônios poderiam se regenerar era visto como irrelevante. Foram necessárias várias décadas para que as evidências sobre a neurogênese fossem realmente reconhecidas:</p>
<blockquote><p><em class="ij">&#8220;Santiago Ramón y Cajal, um neuroanomista espanhol que recebeu o prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina no início do séc. XX, escreveu em seu livro &#8216;</em>Degeneration and regeneration of the nervous system<em class="ij">&#8216;, de 1928, a célebre frase: “nos centros neurais adultos, tudo é fixo e imutável, tudo pode morrer, nada pode ser regenerado.” Então, depois de Ramón y Cajal, que foi uma sumidade à época em neuroanatomia, as pessoas que fossem tentar [propôr] alguma evidência da regeneração neuronal [tinham seus argumentos] descartados até a década de 70.”</em></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong class="hm da">Por que o cérebro adulto produz novos neurônios? </strong></h2>
<p><strong class="hm da">Será que seria para a reparação dos neurônios que morrem no envelhecimento? Seria para substituir os neurônios que morrem no Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou no status epilépticos? Seria para ter um repositório de novos neurônios?</strong></p>
<p>As provocações supracitadas foram trazidas pelo neurocientista Wallace, enquanto Doutor Li propôs serem abertas as perguntas do público que acompanhou ao vivo este webinário pelos canais do YouTube e Facebook #DoutorLi.</p>
<p><em class="ij">“As pesquisas sobre a neurogênese avançaram [muito nas últimas décadas] e destaca-se a importância das funções de novos neurônios para a cognição. Hoje podemos correlacionar a perda desses neurônios no hipocampo com doenças como as desordens afetivas, a exemplo da depressão, ansiedade, do transtorno do estresse pós-traumático e estresse crônico. Destacamos como um dos mais importantes movimentos corporais para a prevenção dessas doenças o exercício físico, que é um indutor da neurogênese. Muitas evidências científicas mostram que, se quisermos aumentar a neurogênese, é necessário praticar atividades físicas regularmente e de preferência em locais de ambientes naturais, prevalecendo a interação do movimento aeróbico em espaços naturais (bioma verde), pois o exercício físico diário nesses ambientes leva à simbiose neural.</em> <em class="ij">Foram 30 anos de uma comunidade científica um pouco obtusa, pois somente hoje confirmou-se a evidência de que há neurogênese no cérebro humano adulto”,</em> concluiu o pesquisador.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong class="hm da">Dicas do Prof. Wallace:</strong> mantenha a resiliência mental, o bem-estar físico, faça caminhada e exercícios físicos diariamente, dance, mantenha dieta adequada, pratique hobbies em ambientes naturais. Não perca sua saúde mental. Cultive-a.</p>
<p><em class="ij">“</em><strong class="hm da"><em class="ij">A resiliência mental é a maior força transformadora da realidade</em>.”</strong> (Wallace Gomes Leal).</p>
<p>&nbsp;</p>
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</style><a href="https://doutorli.medium.com/como-produzir-novos-neurônios-406d8d3482cb" class="default-btn-shortcode dt-btn dt-btn-l fadeIn animate-element animation-builder link-hover-off " id="default-btn-2f35737f1c765c36ea6be240e51f6295"><i class="fa fa-chevron-circle-right"></i><span>Saiba mais</span></a><p>The post <a href="https://www.cerebroesaude.com.br/como-produzir-novos-neuronios-confira-no-podcast/" target="_blank">Como produzir novos neurônios? Confira no podcast!</a> first appeared on <a href="https://www.cerebroesaude.com.br/" target="_blank">Cérebro e Saúde</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>É possível regenerar os neurônios: 5 hábitos que podem ajudar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cérebro &#38; Saúde]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Aug 2018 13:45:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Neuroplasticidade]]></category>
		<category><![CDATA[neurogênese]]></category>
		<category><![CDATA[neuroplasticidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Neuroplasticidade e neurogênese não são mitos! Descubra como e em que idades elas acontecem. &#160; &#160; Durante décadas, foi uma verdade assumida por todos: o ser humano nasce com um número finito de neurônios que vão se degradando e jamais são substituídos. Fim. A vida ofertava a cada indivíduo um pacote fechado dessas células, que&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Neuroplasticidade e neurogênese não são mitos! Descubra como e em que idades elas acontecem.</em><span id="more-1468"></span></p>
<p>&nbsp;</p>
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<p>&nbsp;</p>
<p>Durante décadas, foi uma verdade assumida por todos: <strong>o ser humano nasce com um número finito de neurônios que vão se degradando e jamais são substituídos</strong>. Fim. A vida ofertava a cada indivíduo um pacote fechado dessas células, que deviam ser cuidadas com responsabilidade. Mas nenhuma verdade é absoluta:<strong> a ciência se encarregou de comprovar que a geração de neurônios também é uma realidade em outras idades e momentos do ciclo vital, não só durante a fase embrionária</strong>. É o processo conhecido como neurogênese adulta; o cérebro fabrica novos neurônios que completam os que cada um desenvolveu pela fusão do espermatozoide e do óvulo dos pais. E as põe para funcionar.</p>
<p>Mas a mudança de paradigma não se restringe ao fato de que esta nova verdade já esteja comprovada. Alguns estudos apontam que esses processos de neurogênese adulta podem criar, podendo precipitar e reforçar os neurônios, que assumem uma série de práticas relacionadas aos hábitos e às rotinas. Por mais que haja opiniões concordantes sobre quando, por que e com que intensidade esses processos de produção são deflagrados, dezenas de pesquisadores comprovaram que a dieta, os exercícios físicos e até a prática de sexo permitem fomentar a neurogênese e dar uma mão para o sacrificado cérebro. Sempre diligente. Sempre funcionando. E crucial para viver mais e melhor.</p>
<blockquote><p>A dieta, os exercícios físicos e até a prática de sexo permitem fomentar a neurogênese.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>1.400 novos por dia</h2>
<p>Este é o número quantificado por uma equipe de especialistas no Instituto Médico Karolisnka, na Suécia, que analisou a concentração de carbono 14 no DNA dos neurônios presentes no hipocampo de pessoas mortas. Com seu estudo, publicado pela revista Cell, constatou-se que “os neurônios se regeneram também durante a idade adulta e isso pode contribuir para o bom funcionamento do cérebro”.</p>
<p>Mas eles vão além. Os autores adiantam que esses novos neurônios podem ter um valor fundamental para futuras pesquisas relacionadas ao tratamento de doenças neurodegenerativas. “Conhecer essa realidade cria uma expectativa. Abre-se a porta para desenvolver tratamentos diversos que promovam essa geração”, afirma Pablo Irimia, neurologista da Clínica Universidade de Navarra, na Espanha. Afirma, porém, que esses processos de neurogênese adulta têm um papel limitado, incapaz de corrigir lesões cerebrais sérias, e que vão esgotando seu efeito com a idade, mas que “nos dão pistas de que existe a possibilidade de induzir a aparição de neurônios por meio de fármacos e tratamentos concretos”.</p>
<blockquote><p>&#8220;Existe a possibilidade de induzir a aparição de neurônios por meio de fármacos e tratamentos concretos”</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outros especialistas restringem, porém, esses pontos intensos de neurogênese adulta aos primeiros anos de vida, até os sete anos. Durante essa primeira etapa, o padrão genético herdado dos pais é somado a outros neurônios que estabelecem novas redes e circuitos simpáticos, responsáveis pela aquisição de novas habilidades. Mas a aprendizagem permite trabalhar a plasticidade sináptica, a conexão neuronal. E também é importante cuidar deles. O álcool e as drogas matam os neurônios e alteram a plasticidade sináptica. E o tabaco, a poluição e qualquer elemento que afete negativamente o sistema nervoso. E também a falta de exercício mental e a solidão. Por que os neurônios também morrem por inatividade.</p>
<p>Mas vários estudos se encarregaram de estabelecer pautas e mecanismos para promover a neurogênese adulta. Muitos pesquisadores tentaram determinar quais são os processos para estimular a criação de novos neurônios. E os transformaram em conselhos, em boas práticas para ajudar o cérebro em sua tarefa silenciosa. Como? Aparentemente, é mais fácil do que se imagina.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>5 hábitos que promovem a criação de neurônios</h2>
<p>Sandrine Thuret, neurocientista do King’s College de Londres, é uma das principais pesquisadores da neurogênese no mundo. Ela afirma com contundência que o hipocampo continua gerando neurônios fundamentais para os processos de aprendizagem e memória durante toda a vida. Thuret também aponta, em seus estudos, que esses processos podem ser reforçados adotando-se hábitos de vida saudáveis. E suas conclusões batem com as de outras muitas análises que aprofundam esses temas:</p>
<p><strong>1. Exercício aeróbico.</strong> Cientistas da Universidade de Jyväskylä, na Finlândia, descobriram que é uma das técnicas mais adequadas para aumentar a neurogênese. A corrida ou os exercícios de resistência se revelam uma prática adequada, mas é suficiente “caminhar a bom ritmo cinco vezes por semana”, segundo Pablo Irimia.</p>
<p><strong>2. Alimentação</strong>. Apostar na dieta mediterrânea e em planos hipocalóricos parece ser, de novo, a decisão mais acertada. Outros estudos, porém, dão um passo além, falando dos flavonoides como alimentos que propiciam a neurogênese adulta. Chá verde, uvas roxas e, sem dúvida, alimentos ricos em antioxidantes devem ser incluídos na dieta habitual por seus efeitos positivos para evitar a degeneração celular.</p>
<p><strong>3. Sexo.</strong> O estudo publicado pela US National Library of Medicine comprovou que o hipocampo produz neurônios novos quando o corpo fica exposto à prática do sexo de forma continuada, melhorando assim a função cognitiva. Mas avisam: “A experiência sexual repetida pode estimular a neurogênese adulta desde que esta persista no tempo”. Cabe a cada um estabelecer os horários.</p>
<p><strong>4. Estresse e ansiedade sob controle.</strong> É também fator determinante para o correto funcionamento do cérebro, para a manutenção da plasticidade neuronal e para o fomento de processos de neurogênese mais relevantes. Assim, cientistas da Universidade de Oregon apontam que a meditação, entendida como um exercício que controla e elimina a tensão, é uma prática que desencadeia a geração de novos neurônios em idade adulta. Em conclusão: alguns minutos por dia para deixar a mente em branco ajudarão o cérebro tanto em curto como em médio e longo prazos.</p>
<p><strong>5. Mente sempre ativa.</strong> Trata-se, talvez, do conselho mais relevante: “A aprendizagem gera conexões entre as diferentes regiões do cérebro e por isso é fundamental para que este possa evitar sua deterioração”, explica o neurologista Irimia, que acrescenta: “Não se trata unicamente de ler muito, mas também de manter uma interação social habitual e estimular constantemente o cérebro”.</p>
<p>O cérebro é a cada dia um pouco menos insondável. Centenas de cientistas se ocupam dele, lutando para desentranhar seus segredos e tentar entendê-lo para cuidar melhor dele. Qual será o próximo mistério a desvendar, o próximo mito a derrubar? Quem sabe? Mas o que é certo é que ainda resta muito a conhecer. E que nossos cérebros precisam estar preparados para compreender tudo aquilo que ainda hoje eles mesmos escondem.</p><p>The post <a href="https://www.cerebroesaude.com.br/e-possivel-regenerar-os-neuronios-5-habitos-que-podem-ajudar/" target="_blank">É possível regenerar os neurônios: 5 hábitos que podem ajudar</a> first appeared on <a href="https://www.cerebroesaude.com.br/" target="_blank">Cérebro e Saúde</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Qual a idade ideal para aprender um novo idioma?</title>
		<link>https://www.cerebroesaude.com.br/qual-a-idade-ideal-para-aprender-um-novo-idioma/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Cérebro &#38; Saúde]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Aug 2018 13:11:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Neuroplasticidade]]></category>
		<category><![CDATA[estudar]]></category>
		<category><![CDATA[línguas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Segundo o renomado Massachusetts Institute of Technology, é a aos 10 anos de idade, mas a habilidade pode ser mantida até aos 18 anos. &#160; &#160; A melhor idade para começar a aprender um novo idioma é por volta dos 10 anos, indica estudo divulgado pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos. De&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Segundo o renomado Massachusetts Institute of Technology, é a aos 10 anos de idade, mas a habilidade pode ser mantida até aos 18 anos.</em><span id="more-1438"></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<style type="text/css" data-type="the7_shortcodes-inline-css">#default-btn-94595776925fa3d79996a44933192f57.ico-right-side > i {
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<p>&nbsp;</p>
<p><strong>A melhor idade para começar a aprender um novo idioma é por volta dos 10 anos</strong>, indica estudo divulgado pelo <em>Massachusetts Institute of Technology (MIT)</em>, nos Estados Unidos. De acordo com a BBC, a pesquisa, publicada na revista <em>Cognition</em>, ainda revelou que, ao contrário do que se acreditava anteriormente, os adolescentes conseguem manter esta aptidão até os 17 ou 18 anos, mas após este período torna-se praticamente impossível alcançar proficiência similar ao de um nativo.</p>
<blockquote><p>Ao contrário do que se acreditava anteriormente, os adolescentes conseguem manter esta aptidão até os 17 ou 18 anos.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Já havia um consenso dentro da comunidade científica de que praticar o bilinguismo (ou mesmo o multilinguismo) desde os primeiros anos de vida pode estimular o cérebro e o desenvolvimento das habilidades essenciais à vida adulta, como, por exemplo, a concentração e o controle emocional. Entretanto, o estudo do MIT revelou agora o melhor período para aprender outras línguas. “Há comprovadamente um declínio de aprendizado após os 10 anos de idade”, contou Joshua Hartshorne, professor de Psicologia e co-autor da pesquisa, em comunicado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Idade Gramatical</h2>
<p>Os resultados da pesquisa foram recolhidos através de um teste gramatical (em inglês), realizado via Facebook, que contou com a participação de quase 370.000 pessoas de diferentes idades e nacionalidades. As perguntas do quiz visavam testar a capacidade dos participantes de determinar se frases em inglês estavam gramaticalmente corretas.</p>
<p>Outros pontos também foram explorados pelo teste, como a idade dos participantes, há quanto tempo estudavam inglês e de que forma estudavam o idioma (se eles haviam se mudado para um país de língua inglesa, por exemplo). A maioria dos participantes (cerca de 246.000) cresceram ouvindo apenas inglês, enquanto os demais eram bilíngues ou multilíngues, de origens finlandesa, turca, alemã, russa ou húngara, por exemplo. A maior partes deles tinha 20 e 30 e poucos anos.</p>
<blockquote><p>A partir da vida adulta, torna-se mais difícil a absorção da gramática.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os pesquisadores confirmaram através da análise dos dados que o aprendizado gramatical de um idioma é maior durante a infância, podendo se estender até a adolescência. A partir da vida adulta, torna-se mais difícil a absorção da gramática.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Os benefícios do estudo na vida adulta</h2>
<p>Apesar de não saberem explicar porque ocorre um declínio nas habilidades de aprendizado aos 18 anos, os cientistas acreditam que isso acontece porque o cérebro fica menos mutável ou adaptável na vida adulta. “Pode ser uma mudança biológica ou algo social ou cultural. Em geral, a idade de 17 e 18 anos é o período em que muitas sociedades deixam de considerar uma pessoa menor de idade. Depois disso, os jovens muitas vezes saem de casa, ou talvez começam a trabalhar em tempo integral ou vão estudar algo específico na universidade. Tudo isso pode afetar o ritmo de aprendizado de qualquer idioma”, explicou Josh Tenenbaum, co-autor do estudo.</p>
<blockquote><p>Os jovens muitas vezes saem de casa, ou talvez começam a trabalhar em tempo integral ou vão estudar algo específico na universidade. Tudo isso pode afetar o ritmo de aprendizado de qualquer idioma.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Felizmente, os pesquisadores informaram que mesmo com as dificuldades, os adultos são capazes de adquirir um bom conhecimento de uma língua estrangeira</strong>. Além disso, cientistas que não participaram da pesquisa salientaram que o estudo do MIT trabalhou apenas com o aspecto gramatical da linguagem. “Você pode ser um excelente comunicador, mesmo sem ser um falante nativo ou mesmo sem acertar a gramática de todas as sentenças”, disse Danijela Trenkic, professora da Universidade de York, no Reino Unido.</p>
<p>O MIT explicou que o teste online permitiu a equipe diagnosticar o conhecimento idiomático de milhares de pessoas em diferentes estágios de aprendizagem, o que possibilitou a obtenção de dados suficientes para chegar a conclusões significativas. “Há muitas outras coisas que ainda podem ser analisadas. Queremos atrair a atenção de outros cientistas para o fato de que esses dados estão disponíveis e podem ser usados”, comentou Hartshorne.</p>
<p>Ainda que as informações coletadas sejam variadas, tornando a pesquisa mais confiável, <strong>estudos realizados anteriormente sugerem que entrar em contato com uma língua diferente durante a vida adulta pode retardar doenças cerebrais, como a demência. Portanto, mesmo quem já passou dos 18 anos deve continuar estudando outros idiomas.</strong></p>
<p>&nbsp;</p><p>The post <a href="https://www.cerebroesaude.com.br/qual-a-idade-ideal-para-aprender-um-novo-idioma/" target="_blank">Qual a idade ideal para aprender um novo idioma?</a> first appeared on <a href="https://www.cerebroesaude.com.br/" target="_blank">Cérebro e Saúde</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Estudo mostra como a plasticidade induz configurações no cérebro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cérebro &#38; Saúde]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Nov 2017 21:10:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Neuroplasticidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Plasticidade sináptica pode ser reforçada ou inibida, e isso é de enorme interesse não só para eventuais aplicações médicas. &#160; Por José Tadeu Arantes, da Agência Fapesp &#160; Com aproximadamente 100 bilhões de neurônios, cada qual dotado de cerca de 10 mil conexões com outros neurônios, o cérebro humano é o objeto material mais sofisticado em estudo&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Plasticidade sináptica pode ser reforçada ou inibida, e isso é de enorme interesse não só para eventuais aplicações médicas.</em><span id="more-1294"></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por <strong>José Tadeu Arantes, da Agência Fapesp</strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com aproximadamente 100 bilhões de <strong><a href="https://exame.abril.com.br/noticias-sobre/neurociencia/">neurônios</a></strong>, cada qual dotado de cerca de 10 mil conexões com outros neurônios, o cérebro humano é o objeto material mais sofisticado em estudo pela ciência contemporânea.</p>
<p>Um aspecto de sua sofisticação é a chamada “neuroplasticidade”: a capacidade que o cérebro possui de reorganizar seus caminhos sinápticos, em resposta a novos estímulos sensoriais, aportes de informações, mudanças nos parâmetros ambientais ou danos na estrutura previamente estabelecida.</p>
<p>A plasticidade sináptica pode ser reforçada ou inibida – e isso é de enorme interesse não só para eventuais aplicações médicas como para a compreensão de processos complexos como o aprendizado, entre outros.</p>
<p>Há modelos matemáticos que simulam a dinâmica dos neurônios. O mais famoso deles, o de Hodgkin e Huxley, resultou na premiação dos dois pesquisadores britânicos com o Nobel de Fisiologia em 1952.</p>
<p>Alan Lloyd Hodgkin (1914 – 1998) e Andrew Huxley (1917 – 2012) utilizaram o neurônio de uma lula (Loligo pealeii) para investigar como o impulso nervoso era iniciado e se propagava ao longo do axônio. E traduziram esse processo fisiológico em um conjunto de equações diferenciais não lineares para explicar os mecanismos iônicos e elétricos subjacentes.</p>
<p>Um estudo recém-publicado na revista <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.neunet.2017.01.010">Neural Networks</a> empregou o modelo de Hodgkin e Huxley para simular a neuroplasticidade em uma rede neuronal. E verificou como uma configuração inicialmente simples pode evoluir para uma topologia bastante complexa à medida que os neurônios mudam suas conexões.</p>
<p>O estudo foi conduzido por Kelly Cristiane Iarosz e Iberê Luiz Caldas, da Universidade de São Paulo, Rafael Ribaski Borges, da Universidade Federal Tecnológica do Paraná, Fernando da Silva Borges, Ewandson Luiz Lameu e Antonio Marcos Batista, da Universidade Estadual de Ponta Grossa, e Chris Antonopoulos e Murilo da Silva Baptista, da University of Aberdeen, na Escócia, e contou com vários apoios da FAPESP.</p>
<p>“O que fizemos foi uma simulação computacional a partir do modelo de Hodgkin e Huxley. Consideramos um conjunto de 200 neurônios, integrados em uma rede com acoplamento global, isto é, na qual cada neurônio estava conectado a todos os outros, por meio de sinapses excitatórias (80%) e inibitórias (20%). Sem considerar a plasticidade sináptica, não houve modificações significativas na rede após a evolução temporal. Porém, quando introduzimos nas equações um termo matemático característico, representando a plasticidade sináptica, foram verificadas modificações substanciais”, disse Iarosz à Agência FAPESP.</p>
<p>O termo matemático mencionado representa o que é chamado de STDP, sigla composta pelas iniciais da expressão inglesa “spike timing-dependent plasticity”, que designa a plasticidade dependente do tempo de disparos entre os neurônios.</p>
<p>“Quando a STPD é inserida e verificamos a evolução da rede, percebemos modificações na matriz de acoplamento bem como efeitos consideráveis na sincronização ou dessincronização dos neurônios. A inserção do termo de plasticidade no modelo induziu a rede a uma nova topologia, não trivial como a de início”, afirmou a pesquisadora.</p>
<p>O processo todo segue um padrão, conhecido como regra de Heeb [referência ao psicólogo canadense Donald Olding Hebb (1904 – 1985)], que determina quando as sinapses são intensificadas e quando são inibidas.</p>
<p>“Nosso trabalho tornou bem evidente a dependência da rede em relação à plasticidade sináptica. Partimos de uma condição de acoplamento global, cada neurônio acoplado a todos os outros, com sinapses excitatórias ou inibitórias, e verificamos que a inserção da plasticidade levou a diferentes diagnósticos do estado de sincronização da rede”, detalhou Iarosz.</p>
<p>Diz-se que dois neurônios estão sincronizados quando disparam os sinais elétricos ao mesmo tempo. O estado de sincronização da rede é caracterizado por uma variável matemática denominada “parâmetro de ordem”, cujo valor varia de zero (quando não há nenhuma sincronização) a um (quando a sincronização é total).</p>
<p>A plasticidade induz modificações na rede neural, podendo reforçar as conexões entre determinados neurônios, levando à sincronia, ou inibir as conexões entre outros, levando à dessincronia.</p>
<p>“Assim, a rede evolui topologicamente em função da plasticidade: a topologia simples, de cada um conectado com todos os outros, dá lugar a topologias bem mais complexas, com conexões esparsas, moderadas e densas coexistindo”, disse Iarosz.</p>
<p>A grande contribuição do trabalho foi descrever, em linguagem matemática, o processo biológico caracterizado pelo rearranjo das conexões neurais em função de uma grande variedade de fatores: lesão, doença degenerativa, novas experiências, aprendizado etc.</p>
<p>Essa maleabilidade, essa dinâmica do sistema nervoso, é aquilo que se conhece como plasticidade – especificamente, neste trabalho, a plasticidade sináptica.</p>
<p>“O estudo evidenciou como um sistema determinístico pode evoluir de forma bastante complexa”, sublinhou Caldas, supervisor da pesquisa de pós-doutorado de Iarosz.</p>
<p>“O que fizemos foi um trabalho de ciência básica, sem nos voltarmos para aplicações imediatas. Mas nada impede que os resultados obtidos contribuam para aplicações futuras.</p>
<p>Um exemplo hipotético: sabemos que, na doença de Parkinson, existe um excesso de sincronização dos neurônios; se um fator de dessincronização fosse induzido, isso poderia, eventualmente, configurar uma estratégia de tratamento”, disse Caldas.</p>
<p>O artigo “<a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.neunet.2017.01.010">Spike timing-dependent plasticity induces non-trivial topology in the brain</a>”, publicado na revista <i>Neural Networks</i> está disponível em<a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.neunet.2017.01.010" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><b>.</b></a></p>
<p><img class="aligncenter" src="https://i1.wp.com/agencia.fapesp.br/2017/neurop1.gif?quality=70&amp;strip=info" alt="" border="0" /></p>
<p>Neurônios pré e pós-sinápticos, monstrando a região de acoplamento onde ocorre a sinapse. É possível verificar o sentido de propagação do sinal elétrico entre os neurônios pré e pós-sinápticos. Figura produzida pelos pesquisadores, previamente publicada no artigo <i>Sincronização de Disparos em Redes Neuronais com Plasticidade Sináptica</i>”, em<b> </b><em>Revista Brasileira de Ensino de Física</em>, v. 37, n. 2, 2310 (2015).</p>
<p><img class="aligncenter" src="https://i2.wp.com/agencia.fapesp.br/2017/neurop2.gif?quality=70&amp;strip=info" alt="" border="0" /></p>
<p>Circuito elétrico capacitivo, no qual a membrana neuronal é representada por um capacitor de placas paralelas, e alguns possíveis canais iônicos são apresentados como ramos do circuito.</p>
<p>Figura produzida pelos pesquisadores, previamente publicada no artigo <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S1806-11173721787"><i>Sincronização de Disparos em Redes Neuronais com Plasticidade Sináptica</i>”, em<b> </b><em>Revista Brasileira de Ensino de Física</em></a>, v. 37, n. 2, 2310 (2015).</p>
<p><img class="aligncenter" src="https://i0.wp.com/agencia.fapesp.br/2017/neurop3.gif?quality=70&amp;strip=info" alt="" border="0" /></p>
<p>Ilustração de 11 vértices, com topologias: (a) global (com todos os vértices conectados) e (b) aleatória (com poucas arestas). Figura produzida pelos pesquisadores.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="hr-thin"></div>
<p>&nbsp;</p>
<a href="http://agencia.fapesp.br/estudo_mostra_como_a_plasticidade_induz_configuracoes_nao_triviais_no_cerebro/25299/" class="btn-shortcode dt-btn-m dt-btn default-btn-color default-btn-hover-color default-btn-bg-color default-btn-bg-hover-color fadeIn animate-element animation-builder" id="dt-btn-1"><i class="fa fa-chevron-circle-right"></i><span>Saiba Mais</span></a><p>The post <a href="https://www.cerebroesaude.com.br/estudo-mostra-como-a-plasticidade-induz-configuracoes-no-cerebro/" target="_blank">Estudo mostra como a plasticidade induz configurações no cérebro</a> first appeared on <a href="https://www.cerebroesaude.com.br/" target="_blank">Cérebro e Saúde</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Você só usa 10% do cérebro? Pode aprender idiomas dormindo? Conheça 6 mitos sobre a mente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cérebro &#38; Saúde]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Nov 2017 20:58:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Neuroplasticidade]]></category>
		<category><![CDATA[mitos do cérebro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Reportagem desvenda 06 &#8216;mitos&#8217; populares sobre o cérebro, incluindo o infame &#8216;só usamos 10% da capacidade cerebral&#8217;! O cérebro humano é estudado há séculos, mas ainda se sabe muito pouco a respeito deste &#8220;supercomputador&#8221;. A complexidade do órgão acabou estimulando o surgimento de diversas crenças populares sobre a mente. Selecionamos a seguir uma lista de&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="story-body__introduction"><em>Reportagem desvenda 06 &#8216;mitos&#8217; populares sobre o cérebro, incluindo o infame &#8216;só usamos 10% da capacidade cerebral&#8217;!</em><span id="more-1289"></span></p>
<p class="story-body__introduction">O cérebro humano é estudado há séculos, mas ainda se sabe muito pouco a respeito deste &#8220;supercomputador&#8221;. A complexidade do órgão acabou estimulando o surgimento de diversas crenças populares sobre a mente. Selecionamos a seguir uma lista de seis mitos que costumam ser propagados:</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2 class="story-body__crosshead">1 &#8211; Você usa apenas 10% do cérebro</h2>
<p>Uma simples ressonância magnética pode acabar com essa teoria. Cientistas já provaram que nós usamos mais de 10% do cérebro ao executar simples tarefas – como falar.</p>
<p>A origem do mito pode estar relacionada ao estudo clássico de William James, <i>The Energies of Men</i> (1908), no qual o psicólogo afirma que utilizamos apenas uma pequena parte da capacidade mental. No entanto, ele não especifica a porcentagem.</p>
<p>Outra explicação pode ser a falta de compreensão em relação ao complexo campo da neurociência. Os neurônios da massa cinzenta são responsáveis pelo poder de processamento do cérebro e correspondem a uma em cada dez células cerebrais.</p>
<p>As outras células, conhecidas como células gliais (massa branca), oferecem apoio e nutrição aos neurônios, mas não ajudam no poder de processamento. A teoria de que seria possível aproveitar as células gliais e capacitá-las para desempenhar o papel do neurônio é pura fantasia. Então se alguém disser para você &#8220;usar todo o seu cérebro&#8221;, responda que você já está fazendo isso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2 class="story-body__crosshead">2 &#8211; Você pode aprender línguas dormindo</h2>
<p>Outra crença comum é sobre a capacidade de aprender uma língua durante o sono. Ao deitar, bastaria colocar um CD com aulas de francês, por exemplo, e, pronto! Absorveríamos todo o conteúdo enquanto dormimos.</p>
<p>A eficácia da técnica tem sido contestada, no entanto, desde o experimento de Charles Simon e William Emmons (1956), que não encontrou qualquer evidência de que seria possível aprender algo durante o sono.</p>
<p>Já o estudo de Thomas Schreiner e Björn Rasch (2014) mostrou que ensinar palavras em holandês durante um movimento ocular mais lento ou ao acordar melhora a capacidade de memorizar o vocabulário. Ainda assim, a margem de melhoria foi pequena. Ou seja, os métodos tradicionais ainda são os mais recomendados para o aprendizado de idiomas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2 class="story-body__crosshead">3 &#8211; Ouvir Mozart torna a criança mais inteligente</h2>
<p>O termo &#8220;efeito Mozart&#8221; surgiu a partir de um artigo publicado pela Universidade da Califórnia em 1991, que detalhava um estudo feito com 36 estudantes. Os que ouviram Mozart por 10 minutos antes de uma atividade mental – que tinha como objetivo testar uma habilidade visual espacial específica – se saíram melhor do que aqueles que haviam aguardado em silêncio.</p>
<p>Apesar da limitação óbvia da pesquisa, que contou com um número pequeno de participantes – e do fato de que nenhum deles era criança –, o resultado inspirou o surgimento de diversos produtos destinados aos pais e que foram colocados à venda com a promessa de potencializar a inteligência de seus filhos.</p>
<p>Em 2010, uma análise de vários estudos constatou que ouvir música ou outro tipo de conteúdo teria um impacto num curto prazo na capacidade de manipular formas mentalmente, mas não encontrou evidências para sustentar um possível impacto no quociente de inteligência (QI) das pessoas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2 class="story-body__crosshead">4 &#8211; Você pensa com o lado direito ou esquerdo do cérebro?</h2>
<p>Se você acredita que tem um cérebro &#8220;intuitivo&#8221;, porque usa mais o lado direito, ou &#8220;analítico&#8221;, por acionar mais o hemisfério esquerdo, está enganado. A teoria de que um dos lados do cérebro tem influência significativa na personalidade da pessoa é um mito.</p>
<p>É verdade que algumas funções cerebrais encontram um suporte maior em determinado hemisfério do cérebro. Um exemplo é o idioma, controlado predominantemente pelo lado esquerdo. No entanto, aspectos da comunicação, como a modulação de voz, são guiados por regiões do lado direito. Ou seja, um simples bate-papo provoca reações complexas em ambos os lados.</p>
<p>A tecnologia moderna oferece uma visão mais precisa que contradiz crenças históricas. Um estudo da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, divulgado na publicação científica Plos One, examinou cada par de 7.266 regiões do cérebro em mais de mil indivíduos, enquanto eles executavam pequenas tarefas.</p>
<p>O estudo não encontrou, no entanto, evidências claras para sugerir que os participantes estavam usando fortemente o lado esquerdo ou direito.</p>
<p>Como seres humanos, temos tendência a agrupar objetos ou pessoas em conjuntos ou categorias que nos ajudem a organizar e entender o desconhecido. É essa tendência humana que pode ter influenciado a propagação deste mito tão popular.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2 class="story-body__crosshead">5 &#8211; Álcool mata células do cérebro</h2>
<p>Acordar com a cabeça latejando após uma noite de bebedeira pode dar a impressão de que o álcool destruiu milhares de células do seu cérebro, mas a boa notícia é que isso provavelmente não aconteceu.</p>
<p>Grethe Jensen (1993) comparou amostras de neurônios de pessoas que bebiam álcool e que não bebiam. Os resultados não apresentaram diferenças perceptíveis no número ou na densidade de células do cérebro.</p>
<p>Pesquisas sugerem, no entanto, que apesar de o álcool não matar as células, ele pode ter um impacto negativo significativo no comportamento delas, alterando as ligações entre os neurônios no cérebro, o que afeta a forma como as células se comunicam entre si.</p>
<p>Um estudo publicado na revista Neuroscience também descobriu que quantidades moderadas de álcool alteram a produção de novos neurônios no hipocampo de um adulto, um processo chamado neurogênese &#8211; o que pode ter efeito na aprendizagem e na memória.</p>
<figure class="media-landscape has-caption full-width"></figure>
<p>&nbsp;</p>
<h2 class="story-body__crosshead">6 &#8211; Dano cerebral é sempre permanente</h2>
<p>A gente costuma ouvir que qualquer dano cerebral é permanente. Mas um dos feitos notáveis deste órgão é que, em certas circunstâncias, é possível que ele consiga recuperar uma lesão, dependendo da localização e da gravidade.</p>
<p>Uma concussão pode ser uma interrupção temporária das funções do cérebro, mas, desde que não haja traumatismo posterior na cabeça, o cérebro pode se recuperar completamente.</p>
<p>O cérebro também pode se adaptar a lesões ainda mais graves em um processo chamado neuroplasticidade, que se refere à capacidade do cérebro de redirecionar suas funções desativadas por condições mais sérias, como um acidente vascular cerebral.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="hr-thin"></div>
<p>&nbsp;</p>
<a href="http://www.bbc.com/portuguese/geral-41895559" class="btn-shortcode dt-btn-m dt-btn default-btn-color default-btn-hover-color default-btn-bg-color default-btn-bg-hover-color fadeIn animate-element animation-builder" id="dt-btn-2"><i class="fa fa-chevron-circle-right"></i><span>Saiba Mais</span></a><p>The post <a href="https://www.cerebroesaude.com.br/voce-so-usa-10-do-cerebro-pode-aprender-idiomas-dormindo-conheca-6-mitos-sobre-a-mente/" target="_blank">Você só usa 10% do cérebro? Pode aprender idiomas dormindo? Conheça 6 mitos sobre a mente</a> first appeared on <a href="https://www.cerebroesaude.com.br/" target="_blank">Cérebro e Saúde</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Cérebro muda de acordo como é usado, diz neurocientista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cérebro &#38; Saúde]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Feb 2017 11:43:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Neuroplasticidade]]></category>
		<category><![CDATA[3rd BRAINN Congress]]></category>
		<category><![CDATA[BRAINN]]></category>
		<category><![CDATA[Michael Merzenich]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As teorias sobre a neuroplasticidade formuladas por Merzenich e outros neurocientistas contemporâneos abriram perspectivas revolucionárias. &#160; Quando o assunto é neuroplasticidade, não há como deixar de mencionar os estudos pioneiros conduzidos por Michael Merzenich (Michael Merzenich), professor emérito da University of California, San Francisco (UCSF). &#160; Desde os anos 1960, quando ainda predominava entre neurocientistas&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>As teorias sobre a neuroplasticidade formuladas por Merzenich e outros neurocientistas contemporâneos abriram perspectivas revolucionárias.</em><span id="more-1271"></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quando o assunto é neuroplasticidade, não há como deixar de mencionar os estudos pioneiros conduzidos por Michael Merzenich (Michael Merzenich), professor emérito da University of California, San Francisco (UCSF).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Desde os anos 1960, quando ainda predominava entre neurocientistas a ideia de que o cérebro seria um órgão estático, pré-moldado sob estrita ordenação genética, Merzenich defende que é possível, ao longo de toda a vida, criar novos circuitos e conexões neuronais em resposta a estímulos e experiências, o que resultaria em mudanças funcionais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As teorias sobre a neuroplasticidade formuladas por Merzenich e outros neurocientistas contemporâneos abriram perspectivas revolucionárias – tanto para crianças com dificuldades de aprendizado como para pessoas com lesão cerebral decorrente de trauma ou de doenças como acidente vascular cerebral (AVC).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nas décadas de 1970 e 1980, por meio de experimentos com animais, Merzenich demonstrou que os circuitos neuronais e as sinapses se modificam rapidamente de acordo com a atividade praticada. Em um dos ensaios, rearranjou os nervos na mão de um macaco e observou que as células do córtex sensorial do animal rapidamente se reorganizaram para criar um novo mapa mental daquele membro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No fim dos anos 1980, Merzenich integrou o grupo da UCSF que desenvolveu o implante coclear.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1996, fundou a Scientific Learning Corporation, empresa que desenvolve softwares voltados a aprimorar o aprendizado infantil com base em modelos de plasticidade cerebral.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Também foi um dos fundadores, em 2004, e é atualmente cientista chefe na empresa Posit Science, que desenvolve softwares para treinamento cerebral com base nos resultados de suas pesquisas. O programa é conhecido como BrainHQ.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nos últimos anos, Merzenich tem se dedicado a verificar se a prática de exercícios intelectuais pode ajudar a remodelar as funções cerebrais, possibilitando recuperar habilidades perdidas por causa de doenças, lesões ou envelhecimento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Seus estudos já foram publicados em mais de 150 artigos científicos – muitos deles em revistas de grande impacto, como Science e Nature. Ele também recebeu diversos prêmios acadêmicos, como o Russ Prize, o Ipsen Prize e o Zülch Prize.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 2013, Merzenich publicou o livro Soft-Wired: How the New Science of Brain Plasticity Can Change Your Life, no qual apresenta estratégias para que pessoas comuns possam assumir o controle dos processos de plasticidade cerebral e, assim, melhorar sua qualidade de vida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Merzenich esteve no Brasil no início de abril para apresentar uma palestra no <a href="http://www.brainn.org.br"><strong>3rd BRAINN Congress</strong></a>, organizado pelo Instituto de Pesquisa sobre Neurociências e Neurotecnologia (BRAINN), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) financiado pela FAPESP e sediado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na ocasião, concedeu uma entrevista à Agência FAPESP na qual falou sobre como mudanças positivas e negativas podem ser direcionadas no cérebro. Leia os principais trechos a seguir.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="hr-thin"></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Agência FAPESP – </strong>Como o senhor define o conceito de neuroplasticidade?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Michael Merzenich –</strong> O cérebro foi construído para mudar de acordo com as experiências vivenciadas e a forma como é usado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A esse processo contínuo chamamos de neuroplasticidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quando trabalhamos para aprimorar uma habilidade, ocorre uma mudança na “fiação cerebral” (nas sinapses ou conexões neuronais), ou seja, são selecionadas as conexões que dão suporte ao comportamento ou à habilidade que estamos desenvolvendo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Assim como quando exercito meu corpo obtenho uma série de benefícios e altero a regulação de uma série de processos bioquímicos, quando exercito meu cérebro altero todo o seu funcionamento, seu suprimento de sangue e de energia, bem como a força de suas operações.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Portanto, não apenas melhoro uma habilidade em si, mas todo o maquinário cerebral. Quando jogo pingue-pongue pela primeira vez, sou muito desajeitado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Após um ano de prática intensa, fico muito habilidoso, consigo ver e acertar a bola com alta acurácia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por meio de mudanças físicas e químicas incrivelmente complexas, criou-se um cérebro com esse recurso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nosso cérebro será diferente daqui a uma semana e muito mais diferente ainda daqui a uma década. Pode ser uma mudança para frente ou para trás, ganhando ou perdendo habilidades. Depende do uso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Agência FAPESP –</strong> O treinamento de uma habilidade favorece mudanças positivas, mas como as mudanças negativas são direcionadas?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Merzenich –</strong> Fazemos coisas ao longo da vida que degradam nossa habilidade de extrair informações úteis do mundo a nossa volta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por exemplo: como um humano moderno, passo várias horas por dia olhando para uma tela na qual coisas importantes para mim acontecem. Tudo que está fora daquela tela é desimportante, inútil, uma distração.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Estou sistematicamente treinando minha visão, estreitando meu ponto de vista, de modo que somente aquilo que está à frente de meu nariz é importante.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fazendo isso, vou perdendo progressivamente a habilidade de processar a informação visual daquilo que está ao redor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O cidadão médio em meu país, e isso foi bastante estudado por lá, já perdeu em torno de 30% do seu campo visual aos 60 anos e mais de 50% aos 80 anos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As coisas acontecem e ele não vê porque o cérebro rejeita aquele estímulo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Essa é uma das razões pelas quais os idosos sofrem mais acidentes de trânsito. Eles gradualmente vão regredindo a um campo visual mais estreito e, ao mesmo tempo, quando conseguem enxergar algo, respondem a esse estímulo de forma mais lenta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Agência FAPESP –</strong> Mas é possível treinar uma pessoa de modo a fazê-la perder uma habilidade já adquirida, como entender a fala em outro idioma?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Merzenich –</strong> Sim. Posso treiná-la usando formas modificadas de som não articulado, que não correspondem à fala.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Treino o cérebro a mudar sua capacidade de processamento de sons, de forma que esse perde a capacidade de interpretar os elementos que se modificam rapidamente no fluxo acústico formado pela estrutura fonêmica, a estrutura elementar das palavras.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Essa interpretação é necessária para extrair o sentido das palavras.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Assim como posso refinar essa habilidade, posso destruí-la. Posso desafiar você a fazer distinções cada vez mais acuradas do que ouve, detalhadamente, em alta velocidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Posso treiná-la a fazer essa distinção mesmo quando a voz está baixa, ou o discurso está anormal e distorcido.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ou posso fazer o oposto e degradar essa sua habilidade. Dar-lhe um cérebro que opera somente quando as coisas ocorrem morosamente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fazer com que não consiga mais interpretar os detalhes do som em determinadas frequências. Fizemos experimentos de treinamento não virtuoso com macacos e ratos e mostramos que isso é possível.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Agência FAPESP –</strong> Como o envelhecimento influencia as mudanças no funcionamento cerebral?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Merzenich –</strong> O cérebro opera de forma muito limitada quando somos crianças e, progressivamente, vai aperfeiçoando seu maquinário de modo a operar com cada vez mais precisão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os diferentes sistemas vão se tornando mais coordenados em suas ações e isso vai melhorando até o auge da vida – que no humano médio ocorre entre o 20º e o 40º aniversário.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma alta performance persiste um pouco mais nas mulheres, mas, quando entram na menopausa, ocorre uma rápida deterioração em decorrência das mudanças hormonais e elas alcançam o nível masculino por volta de 60 ou 65 anos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Portanto, temos esse período da vida, de cerca de duas décadas, em que nosso cérebro opera em alta performance e depois deteriora.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Se aos 30 anos uma pessoa está operando abaixo da média da performance da população (no auge de seu funcionamento cerebral, atingiu 100% de sua capacidade), aos 60 anos ela pode estar só com 16% de sua capacidade e, aos 80 ou 85 anos, com 10%.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ora, ninguém quer estar aos 85 anos com apenas 10% da capacidade cerebral e o que demonstramos é que essa deterioração é reversível.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>De maneira simplificada, o cérebro do idoso é mais lento em suas decisões e menos fluente em suas operações do que na juventude porque lida com as informações de forma mais confusa e degradada. Vicissitudes ocorrem ao longo da vida, causam ruído no cérebro e podem acelerar o declínio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pode ser uma queda de bicicleta e uma pancada na cabeça, uma infecção cerebral ou exposição a toxinas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas podemos treinar o cérebro velho e fazê-lo recuperar muitas de suas habilidades. Fizemos estudos com diversas populações e mostramos que é possível reverter esse declínio com treinamento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Agência FAPESP –</strong> Como funciona o treinamento que o senhor desenvolveu?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Merzenich –</strong> O treinamento aplicado pela BrainHQ busca primeiramente exercitar os mecanismos cerebrais que controlam a neuroplasticidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Esses mecanismos também são plásticos e podem ficar subutilizados com a idade ou em decorrência de doenças. Mostramos que é possível treinar uma pessoa por 15 ou 20 minutos e, assim, regular processos bioquímicos nesse maquinário.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como consequência, tudo que ela aprender ou fizer na hora seguinte será potencializado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Vai aprender mais rapidamente, como se eu tivesse lhe dado uma droga que aumenta o nível de atividade cerebral.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas, ao contrário do que acontece com a droga, se eu aplicar o treinamento todos os dias, durante 15 dias, a mudança é duradoura.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A performance do maquinário cerebral é aprimorada e, quando olhamos um ano depois, o cérebro ainda está mais alerta, mais vivo, mais predisposto a mudar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em segundo lugar, o treinamento busca melhorar a maneira como o cérebro processa os detalhes daquilo que vemos, ouvimos e sentimos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>À medida que o cérebro fica ruidoso, vai mudando a forma como ele processa informação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Vai perdendo a capacidade de interpretar de forma nítida os detalhes que se modificam rapidamente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O treinamento visa reverter essa mudança negativa, pois todas as demais operações cerebrais dependem disso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O limite da performance de qualquer operação mental complexa, como, por exemplo, a memória, será determinado pela claridade com que o cérebro representa a informação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Se estou tentando gravar uma informação, quanto mais fielmente ela for representada no cérebro, mais facilmente eu consigo lembrar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O cérebro é uma máquina de fazer previsões. Ele acumula informações ao longo do tempo e, continuamente, faz previsões do futuro e associações com o passado. Posso melhorar essa capacidade simplesmente aumentando a clareza das operações.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para isso, treinamos o cérebro a manipular informações. Para elevar o nível de suas operações, posso dar uma tarefa em que o cérebro precisa não apenas vir com uma resposta certa, mas com várias possibilidades de resposta em uma alta velocidade e de maneira fluente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Posso treinar o cérebro a rapidamente classificar informações, a rapidamente mudar as regras de suas operações quando as condições do meio exigirem isso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Todas essas coisas são válidas de serem praticadas. O que comumente fazemos é avaliar em cada indivíduo onde estão as falhas: no controle de atenção, na habilidade de gravar informação, na forma como ele representa informação em sequência ou como manipula e organiza cadeias complexas de informação. Todas essas coisas são passíveis de treinamento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O software que usamos lembra alguns jogos para celulares, pois propõe tarefas isoladas que devem ser cumpridas em 1 ou 2 minutos e oferece um certo número de tentativas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O nível de dificuldade vai rapidamente se ajustando na medida em que o indivíduo vence uma etapa, um nível mais difícil se abre e o desafia para aumentar essa habilidade a um nível maior.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Agência FAPESP –</strong> O programa de treinamento pode ser usado para tratar doenças neuropsiquiátricas, como Alzheimer ou esquizofrenia?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Merzenich –</strong> Temos diversos estudos que mostram que portadores de doenças como Alzheimer, esquizofrenia, transtorno bipolar, transtornos de ansiedade ou depressão podem ser beneficiados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não estou falando de cura, mas de melhorar a qualidade de vida. Mas, pelas leis do meu país, não podemos lidar diretamente com condições médicas. O treinamento, nesse caso, precisa ser intermediado por um médico ou terapeuta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Também temos estudos que mostram benefícios para pessoas com lesão cerebral causada por AVC ou por trauma, pessoas expostas a veneno, infecções cerebrais e estresse.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sempre conseguimos obter uma melhora – em alguns casos bastante significativa e, em outros, mais limitada por causa da magnitude da lesão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em um dos estudos, aplicamos o treinamento em uma população grande de voluntários que tinham sofrido uma concussão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Após dois meses, o cérebro havia voltado ao normal, enquanto o grupo que não passou pelo treinamento ainda apresentava alterações neurológicas um ano após a lesão. Também já testamos em pessoas sadias que desempenham funções em que a tomada de decisão pode envolver questões de vida e morte, como policiais e soldados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Estatísticas indicam que policiais, de maneira geral, fazem más escolhas em 50% dos casos e isso causa grande impacto em uma cidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nossos resultados mostram que com o treinamento é possível melhorar o processo de tomada de decisão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em uma pesquisa feita em parceria com uma empresa de seguros, treinamos 20 mil motoristas profissionais ou informais, nesse segundo caso, idosos, e reduzimos pela metade o número de acidentes de trânsito. Já treinamos cerca de 600 mil pessoas ao todo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Agência FAPESP –</strong> Assim como acontece com os músculos, o cérebro perde os benefícios adquiridos quando o treinamento é interrompido?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Merzenich –</strong> Fizemos quase 30 ensaios clínicos para avaliar a duração do efeito e vimos que há sempre alguma duração significativa, em alguns domínios bem mais do que em outros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Se você treina e muda a forma como o cérebro trabalha a atenção, isso é mais duradouro, pois é uma habilidade usada em muitas situações da vida real.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Já quando você treina a habilidade de ouvir, a deterioração é mais rápida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas, certamente, se você atinge um nível de alta performance em alguma habilidade, algum tipo de treino de manutenção será necessário para manter o alto nível.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em algumas populações em que o funcionamento do cérebro está mais propenso a se deteriorar, como é o caso de pessoas com pré-Alzheimer (prejuízo cognitivo leve) ou com doença de Huntington, o declínio ocorre mais rapidamente quando o treino é interrompido e logo retornam ao nível que teriam se nunca tivessem treinado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Enquanto estiverem treinando, porém, conseguem se manter relativamente estáveis, mas não sabemos ao certo por quanto tempo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>É um grande desafio porque temos que mantê-los engajados e o treino precisa ser intenso, pois todas as habilidades do cérebro estão em risco.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Agência FAPESP – </strong>Como evitar que esse conhecimento seja usado de forma errada?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Merzenich – </strong>O cérebro pode ser treinado a operar de forma destrutiva e há potenciais formas de abuso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muitos teriam interesse em manipular a plasticidade cerebral para propósitos egoístas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Então é um desafio para nós pensar como isso pode ser controlado e como ter certeza de que esse conhecimento será usado para o bem-estar humano e não para a destruição.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por exemplo, é possível tirar de casa um garoto de 10 ou 12 anos, um bom estudante, e transformá-lo em um assassino, um monstro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O que ocorre nesse caso é a plasticidade cerebral direcionada para a destruição.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Agência FAPESP – </strong>É possível fazer o caminho reverso nesse caso?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Merzenich –</strong> É difícil e requer muito treinamento, mas é possível e esse é um dos meus esforços.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tratar crianças com longo histórico de abuso e negligência, condições que danificam o maquinário cerebral que controla o aprendizado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Essas crianças, ao mesmo tempo em que têm o maquinário cerebral de aprendizagem prejudicado, têm acesso a um repertório pobre, que não as prepara para a vida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Claro que acabam malsucedidas. A menos que façamos algo para ajudá-las do ponto de vista neurológico, não há esperança para elas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas o que a sociedade em geral faz? Culpa-as pelo seu mau desempenho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Culpamos massivamente as crianças com infâncias terríveis por suas experiências. Isso é estúpido.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="hr-thin"></div>
<p>&nbsp;</p>
<a href="http://exame.abril.com.br/ciencia/cerebro-muda-de-acordo-como-e-usado-diz-neurocientista/" class="btn-shortcode dt-btn-m dt-btn default-btn-color default-btn-hover-color default-btn-bg-color default-btn-bg-hover-color fadeIn animate-element animation-builder" id="dt-btn-3"><i class="fa fa-chevron-circle-right"></i><span>Saiba Mais</span></a>
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		<item>
		<title>Novos neurônios são criados durante a vida toda, diz estudo</title>
		<link>https://www.cerebroesaude.com.br/novos-neuronios-sao-criados-durante-a-vida-toda-diz-estudo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Cérebro &#38; Saúde]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Feb 2017 17:36:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Neuroplasticidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Segundo pesquisa científica, todos os dias são formadas 1.400 novas células nervosas no hipocampo, importante região do cérebro. A formação – ou não – de neurônios no cérebro humano ao longo da vida é um assunto muito discutido entre os neurocientistas. Há evidências de que novas células neuronais são geradas em algumas estruturas cerebrais até&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="article-subtitle"><em>Segundo pesquisa científica, todos os dias são formadas 1.400 novas células nervosas no hipocampo, importante região do cérebro.</em><span id="more-1194"></span></p>
<p class="article-subtitle">
<p>A formação – ou não – de neurônios no cérebro humano ao longo da vida é um assunto muito discutido entre os neurocientistas. Há evidências de que novas células neuronais são geradas em algumas estruturas cerebrais até a vida adulta, mas a frequência com que isso ocorre e a importância desse processo, chamado neurogênese, dentro da fisiologia do cérebro como um todo são temas ainda pouco compreendidos pela ciência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>CONHEÇA A PESQUISA</strong></h2>
<p><strong>Título original:</strong> <a href="http://www.cell.com/retrieve/pii/S0092867413005333" rel=""><strong>Dynamics of Hippocampal Neurogenesis in Adult Humans</strong></a></p>
<p><strong>Onde foi divulgada:</strong> periódico<em> Cell</em></p>
<p><strong>Quem fez:</strong> Kirsty L. Spalding, Olaf Bergmann, Kanar Alkass, Samuel Bernard, Mehran Salehpour, Hagen B. Huttner, Emil Boström, Isabelle Westerlund, Céline Vial, Bruce A. Buchholz, Göran Possnert, Deborah C. Mash, Henrik Druid e Jonas Frisén</p>
<p><strong>Instituição:</strong> Instituto Karolinska, Suécia</p>
<p><strong>Dados de amostragem:</strong> Cérebros congelados doados após a morte de pessoas entre 19 e 92 anos</p>
<p><strong>Resultado:</strong> Cerca de um terço dos neurorônios se renovam constantemente ao longo da vida. Todos os dias, 700 novos neurônios são formados em cada hipocampo do cérebro.</p>
<p>Agora, em um estudo publicado na revista científica <em>Cell</em>, pesquisadores revelam evidências diretas e inéditas de que neurônios são formados continuamente ao longo da vida no hipocampo, uma região do cérebro fortemente associada à memória e ao aprendizado. Mais especificamente, são cerca de 700 novos neurônios por dia em cada hipocampo – o cérebro tem dois, um em cada hemisfério. De acordo com a pesquisa, cerca de um terço dos neurônios são renováveis e repostos regularmente, e o restante foi criado na fase fetal e, uma vez morto, não é substituído.</p>
<p><strong>Testes nucleares –</strong> O estudo foi feito com cérebros congelados (doados após a morte) de pessoas entre 19 e 92 anos, sob a coordenação de cientistas do Instituto Karolinska, na Suécia. Para determinar a idade dos neurônios e concluir em que momento da vida eles foram gerados, utilizou-se uma técnica de datação de carbono semelhante à que se usa na arqueologia e na paleontologia para datação de fósseis e objetos antigos.</p>
<p>Os cientistas mediram no DNA de cada neurônio a concentração de carbono-14, um isótopo de carbono não radioativo. Embora o carbono-14 ocorra naturalmente, os vários testes nucleares realizados durante a Guerra Fria nas décadas de 1950 e 1960 aumentaram muito a sua concentração no meio ambiente e no DNA de plantas e animais.</p>
<p>Por isso, quando os pesquisadores compararam a concentração de carbono-14 nos neurônios às concentrações presentes na atmosfera no passado, foi possível determinar em que ano cada neurônio foi gerado. Ou seja, a concentração de carbono-14 serviu como marca para determinar a idade de um neurônio. Se um neurônio “nasceu” em 1995, mas a pessoa nasceu em 1965, por exemplo, isso significa que ele foi gerado na vida adulta.</p>
<p>O estudo observou que, em um mesmo cérebro, havia neurônios com concentrações diferentes – e, portanto, com idades diferentes, mostrando que uns foram gerados anos antes do que outros. “Algumas células estão morrendo, outras sendo repostas. Há um constante fluxo de vida e morte no nosso cérebro”, diz Kirsty Spalding, uma das autoras do estudo.</p>
<p>De acordo com os autores, o próximo passo é tentar determinar a importância dessa neurogênese nas funções cerebrais. Segundo cientistas, o fato de tantas células serem formadas continuamente sugere fortemente que elas têm um papel importante na manutenção das funções cognitivas do hipocampo ao longo da vida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="hr-thin"></div>
<p>&nbsp;</p>
<a href="http://veja.abril.com.br/saude/novos-neuronios-sao-criados-durante-a-vida-toda-diz-estudo/" class="btn-shortcode dt-btn-m dt-btn default-btn-color default-btn-hover-color default-btn-bg-color default-btn-bg-hover-color fadeIn animate-element animation-builder" id="dt-btn-4"><i class="fa fa-chevron-circle-right"></i><span>Saiba Mais</span></a>
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			</item>
		<item>
		<title>Dirigir táxi em cidades causa alterações no cérebro</title>
		<link>https://www.cerebroesaude.com.br/dirigir-taxi-em-cidades-causa-alteracoes-no-cerebro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Cérebro &#38; Saúde]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Feb 2017 14:10:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Neuroplasticidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estudo mostrou que motoristas profissionais londrinos têm aumento de parte cerebral relacionada com memória e orientação espacial. &#160; Cientistas descobriram que taxistas de Londres têm a estrutura cerebral alterada por causa do treinamento intensivo para obter a licença de trabalho. Eles apresentam mais massa cinzenta na parte posterior do hipocampo e menos na frente do&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Estudo mostrou que motoristas profissionais londrinos têm aumento de parte cerebral relacionada com memória e orientação espacial.</em><span id="more-1164"></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Cientistas descobriram que taxistas de Londres têm a estrutura cerebral alterada por causa do treinamento intensivo para obter a licença de trabalho. Eles apresentam mais massa cinzenta na parte posterior do hipocampo e menos na frente do hipocampo, em comparação com as outras pessoas. O hipocampo é a área do cérebro relacionada com a memória e orientação espacial. A descoberta é mais uma prova de que o aprendizado altera o cérebro do adulto, o que é uma boa notícia para a educação de adultos e a reabilitação de doenças cerebrais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pesquisadores da University College of London analisaram, por quatro anos, imagens de ressonância magnética de 79 candidatos a taxista e um grupo de pessoas que não dirigiam profissionalmente. De acordo com o estudo, no começo, todos os participantes não apresentaram diferenças tanto em relação à estrutura cerebral quanto à memória. Porém, o quadro mudou três ou quatro anos depois: os pesquisadores encontraram o aumento de massa cinzenta na parte posterior do hipocampo dos candidatos que se tornaram taxistas. Não foram observadas mudanças no cérebro dos candidatos que não passaram nos testes, nem no grupo controle, formado por não taxistas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>É importante ressaltar que para obter licença para conduzir taxis na capital inglesa é preciso passar por uma série de provas e decorar mais de 25 mil ruas. O processo de aprendizado geralmente leva de três a quatro anos, culminando em provas que geralmente apenas a metade dos candidatos é aprovada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“O cérebro humano permanece ‘maleável’ mesmo durante a vida adulta, permitindo que se adapte quando aprendemos novas tarefas”, disse em comunicado Elionor Maguire, autora do estudo publicado no periódico científico Current Biology. “Por causa do acompanhamento dos candidatos a taxista durante o período que eles adquiriram – ou falharam em adquirir – esse novo conhecimento, nós pudemos ver diretamente como a estrutura do hipocampo pode mudar por estímulos externos”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A pesquisadora afirma que os resultados do estudo refletem o crescimento na taxa de novos neurônios que são gerados e sobrevivem quando somos confrontados com uma desafio cognitivo significativo. Elionor ressalta que o hipocampo é uma das poucas áreas do cérebro onde se sabe que ocorre o surgimento de novos neurônios. Ela acredita que o treinamento deve também aumentar as conexões entre neurônios já existentes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="hr-thin"></div>
<p>&nbsp;</p>
<a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/dirigir-taxi-em-londres-causa-alteracoes-no-cerebro/n1597403852974.html" class="btn-shortcode dt-btn-m dt-btn default-btn-color default-btn-hover-color default-btn-bg-color default-btn-bg-hover-color fadeIn animate-element animation-builder" id="dt-btn-5"><i class="fa fa-chevron-circle-right"></i><span>Saiba Mais</span></a>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p><p>The post <a href="https://www.cerebroesaude.com.br/dirigir-taxi-em-cidades-causa-alteracoes-no-cerebro/" target="_blank">Dirigir táxi em cidades causa alterações no cérebro</a> first appeared on <a href="https://www.cerebroesaude.com.br/" target="_blank">Cérebro e Saúde</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Estudo descreve &#8216;GPS&#8217; em cérebro de taxistas londrinos</title>
		<link>https://www.cerebroesaude.com.br/estudo-descreve-gps-em-cerebro-de-taxistas-londrinos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Cérebro &#38; Saúde]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Feb 2017 14:09:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Neuroplasticidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cientistas descreveram o que chamaram de uma espécie de &#8220;sistema de navegação&#8221; nos cérebros de motoristas de táxi londrinos. &#160; Os pesquisadores da University College of London analisaram imagens dos cérebros dos motoristas enquanto eles simulavam dirigir por uma recriação das ruas de Londres. Diferentes regiões do cérebro eram ativadas à medida que eles examinavam&#8230;</p>
<p>The post <a href="https://www.cerebroesaude.com.br/estudo-descreve-gps-em-cerebro-de-taxistas-londrinos/" target="_blank">Estudo descreve 'GPS' em cérebro de taxistas londrinos</a> first appeared on <a href="https://www.cerebroesaude.com.br/" target="_blank">Cérebro e Saúde</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Cientistas descreveram o que chamaram de uma espécie de &#8220;sistema de navegação&#8221; nos cérebros de motoristas de táxi londrinos.</em></p>
<p><span id="more-1159"></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os pesquisadores da University College of London analisaram imagens dos cérebros dos motoristas enquanto eles simulavam dirigir por uma recriação das ruas de Londres.</p>
<p>Diferentes regiões do cérebro eram ativadas à medida que eles examinavam opções de rota, avistavam locais familiares ou observavam o comportamento de seus passageiros.</p>
<p>Estudos anteriores já haviam mostrado que os motoristas de táxi possuem maior hipocampo – região do cérebro que desempenha um papel crucial na localização espacial e na navegação.</p>
<p>Segundo os cientistas, o cérebro até &#8220;cresce de tamanho&#8221; à medida que coleta informações detalhadas necessárias para percorrer e se localizar nas labirínticas ruas da capital britânica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>&#8216;Coreografia&#8217; cerebral</h2>
<p>Os cientistas utilizaram ressonância magnética para obter imagens &#8220;minuto a minuto&#8221; do cérebro de 20 taxistas que foram encarregados de levar passageiros em um simulador das ruas de Londres.</p>
<p>A série de imagens revelou uma complexa coreografia da atividade cerebral à medida que os motoristas respondiam a cada cenário.</p>
<p>O hipocampo só se ativava quando os taxistas iniciavam o planejamento de sua rota, ou se tivessem de mudar seu itinerário no meio da viagem, eles observaram.</p>
<p>Os cientistas também observaram mudanças de atividade em diferentes regiões do cérebro quando os taxistas enfrentavam situações inesperadas, como um cruzamento bloqueado.</p>
<p>Outra parte do cérebro dos taxistas os ajudava a saber quando se aproximavam de seu destino final – como um detector.</p>
<p>Animais usam uma série de diferentes mecanismos para navegar – os raios do sol, o campo magnético da Terra e a posição das estrelas.</p>
<p>Os cientistas querem que seu estudo, apresentado nesta semana no Festival de Ciências da Associação Britânica para o Avanço da Ciência, em Liverpool, aporte nova informação sobre o papel de áreas específicas do cérebro utilizadas por especialistas humanos em navegação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="hr-thin"></div>
<p>&nbsp;</p>
<a href="http://www.bbc.com/portuguese/reporterbbc/story/2008/09/080914_cerebro_taxistas_pu.shtml" class="btn-shortcode dt-btn-m dt-btn default-btn-color default-btn-hover-color default-btn-bg-color default-btn-bg-hover-color fadeIn animate-element animation-builder" id="dt-btn-6"><i class="fa fa-chevron-circle-right"></i><span>Saiba Mais</span></a>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p><p>The post <a href="https://www.cerebroesaude.com.br/estudo-descreve-gps-em-cerebro-de-taxistas-londrinos/" target="_blank">Estudo descreve 'GPS' em cérebro de taxistas londrinos</a> first appeared on <a href="https://www.cerebroesaude.com.br/" target="_blank">Cérebro e Saúde</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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